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quinta-feira, setembro 07, 2006

Por trás da Independência

"O príncipe não estava bem. Teria sido a água salobra de Santos ou algum prato condimentado do jantar da noite anterior? Não se sabe e nem ele sabia. O fato é que uma diarréia o atacara, e a cavalgada pela tortuosa estrada que conduzia da Baixada Santista a São Paulo não tinha ajudado em nada a recuperação do ventre principesco.

Às margens do riacho chamado Ipiranga, algumas cartas são entregues ao príncipe. Dom Pedro estava à beira do córrego, agachado para 'responder a mais um chamado da natureza'. Mas as notícias eram perturbadoras que, depois de ler, amassar e pisotear as cartas, d. Pedro gritou à guarda de honra: 'Amigos, as Cortes de Lisboa nos oprimem e querem nos escravizar... Deste dia em diante, nossas relações estão rompidas'.

Depois de arrancar a insígnia portuguesa de seu uniforme, o príncipe sacou a espada e, às margens plácidas do Ipiranga, bradou, heróico e retumbante: 'Por meu sangue, por minha honra e por Deus: farei do Brasil um país livre'. Em seguida, erguendo-se nos estribos e alçando a espada, afirmou: 'Brasileiros, de hoje em diante nosso lema será: Independência ou Morte'. Eram 4 da tarde de 7 de setembro de 1822 e o sol, em raios fúlgidos, brilhou no céu da pátria nesse instante."
Por: Eduardo Bueno, escritor

1 Escreveu não leu, o pau comeu.

Blogger Sampa said...

Q da hr!

00:27  

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